quinta-feira, 14 de abril de 2011

Preço alto dos alimentos é a maior ameaça, diz Banco Mundial

"Os pobres do mundo não podem esperar. Temos de nos empenhar se não quisermos perder uma geração", afirmou nesta quinta-feira Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial. De acordo com o Monitor dos Preços dos Alimentos do Banco Mundial, o preço dos alimentos é a maior ameaça à população pobre mundial. O documento indica que um aumento de 10% no preço dos alimentos resultaria em mais 10 milhões de pessoas vivendo na linha de pobreza extrema. Desde de junho de 2010, mais 44 milhões de pessoas passaram a viver com US$ 1,25 por dia. A instituição estima que 1,2 bilhão de pessoas fazem parte deste grupo.
O economista disse que o G20 precisa colocar a questão dos alimentos em primeiro lugar e que, com isso em mente, o grupo das vinte maiores economias mundiais elaborou um código de conduta para os países exportadores de alimentos. O documento deve incluir, além de um controle dos preços das commodities, a promoção de técnicas agrícolas mais avançadas que permitam uma maior produção de alimentos com sementes melhores.

Zoellick também disse que hoje, mais do que nunca, o preço dos combustíveis está vinculado ao preço dos alimentos, portanto é importante que os países tomem medidas sérias para aumentar suas produções agrícolas e evitar uma grave crise global. "Estamos passando por um momento perigoso", afirmou Zoellick.

TERRA

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