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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Só RN não eleva despesas com segurança pública no Nordeste, diz pesquisa

Os gastos com segurança pública na região Nordeste do País apresentaram variações positivas em 2010, com exceção do Estado do Rio Grande do Norte (-7,98%), em relação aos resultados apontados em 2009. Os dados constam na “5ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública”, apresentada hoje em Brasília pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública, durante a “2ª Conferência do Desenvolvimento (Code)” do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Dentre os Estados da região, Sergipe teve o maior aumento global (48,36%) nos gastos com segurança pública em 2010 ante 2009, atingindo R$ 705,34 milhões. Já os demais entes federativos da região apresentaram os seguintes resultados: Pernambuco (16,65%, chegando a R$ 1,59 bilhão), Maranhão (15,63%, atingindo R$ 784,93 milhões), Piauí (10,20%, totalizando R$ 292 milhões), Ceará (7,88%, chegando a R$ 957,91 milhões), Alagoas (3,56%,batendo em R$ 744,11 milhões), Paraíba (2,51%, atingindo R$ 576,64 milhões) e Bahia (0,48%, chegando a R$ 1,96 bilhão). Para efeito de comparação, a União aumentou em 4,39% o investimento em segurança pública, enquanto o total gasto pelo País no ano passado chegou a R$ 47,5 bilhões, uma alta de 4,4%.
A edição de 2011 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública reúne ainda informações sobre adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, e o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), produzido pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Direito GV), que revela o grau de confiança da população na polícia e no Poder Judiciário.

A íntegra do documento, assim como as edições de anos anteriores, está disponível em www.forumseguranca.org.br/anuario

DIARIODENATAL.COM.BR

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Brasil deve se tornar alvo de terrorismo, diz especialista

O professor da Universidade de Haifa (Israel) e especialista em terrorismo Gabriel Weimann estimou que o Brasil deva se tornar um alvo preferencial de terrorismo. De acordo com o acadêmico, esta condição se deve à posição econômica cada vez mais privilegiada do País, ao fato de sediar grandes eventos esportivos e à sua exclusão social.
"O Brasil tem populações frustradas e infelizes, alguns de seus cidadãos estão cheios de frustração e ódio porque se sentem alienados. É um território explorável pelas organizações terroristas, que recrutam pessoas deste perfil", disse Wimann. Ele citou a Copa do Mundo e as Olimpíadas, de cujas próximas edições o Brasil sede, em referência à ação de extremistas nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, em 1972.
Em sua exposição, o israelense alertou para a nova fase em que se encontra a maior organização terrorista Al-Qaeda após a morte de Osama Bin Laden e sua reposição por Ayman al Zawahiri, segundo ele "mais sofisticado" que seu antecessor. "A Al-Qaeda precisa mostrar que ainda é capaz de atuar e ser perigosa e a primavera árabe e o vácuo político criado por este acontecimento pode ser o cenário ideal para seu ressurgimento", alertou.

TERRA

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ONG diz que só 10% das armas ilegais no País vêm do exterior

O coordenador do programa de controle de armas do Movimento Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira, afirmou que o contrabando não é a maior fonte das armas usadas em crimes no País. "Entre 7% e 10% das armas apreendidas no Brasil são estrangeiras. Vamos acabar com esse mito de que o que nos atinge são armas estrangeiras", disse. Esses dados são com base em uma pesquisa do Viva Rio sobre apreensão de armas no Brasil nos últimos dez anos. As informações são da Agência Câmara.

Bandeira participa na manhã desta quarta-feira de uma audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. Na sessão, ele disse também que o massacre de Realengo foi um importante exemplo de onde vêm as armas usadas em crimes. Os dois revólveres utilizados na chacina foram fabricados no Brasil e um deles tinha sido roubado de uma residência.

O especialista cobrou mais pesquisas para nortear as políticas de segurança do País. "A única forma de nossa policia ter eficiência é basear-se em conhecimento científico", afirmou. Segundo ele, as informações sobre produção e o comércio de armas ainda são desconhecidas.



TERRA