Desafio do BC é trazer inflação de volta para 4,5%, diz Tombini
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira que um dos desafios da autoridade econômica para os próximos anos é fazer a inflação, que fechou 2010 em 5,91%, voltar para o centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. Segundo previsões do próprio BC, a inflação oficial (IPCA) de 2011 deve ficar em 6,3%, pouco abaixo do limite máximo, que é de 6,5%.
Segundo Tombini, que participou nesta quinta de uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, a equipe econômica do governo terá que lidar com a alta mundial do preço das commodities - produtos básicos - e com o consumo interno, ambos fatores que pressionam a inflação.
"O preço das commodities é importante para explicar parte da inflação, não só do Brasil. De julho de 2010 a abril de 2011, o preço em dólar desses produtos subiu 78%, segundo medição feita pelo BC. Há, também, a inflação de serviços, que tem a ver com muita gente ingressando na classe média, demandando serviços e deixando a economia aquecida", disse.
Ainda de acordo com o presidente do BC, outro problema a ser resolvido em curto prazo é o volume de recursos estrangeiros investidos no Brasil - fato que, segundo Tombini, também gera pressões inflacionárias.
Previsão
O presidente do BC garantiu que a inflação mensal de maio vai cair "bastante", em um nível que poderia garantir que a meta de 4,5% fosse cumprida, caso a inflação dos primeiros meses do ano não tivesse sido tão elevada. "Veremos (em maio) uma inflação mensal compatível com a meta. Há uma expectativa de mercado de que a inflação de maio, junho e julho ficará bem baixa - 0,37% seria o ideal para caminhar ao centro da meta. Veremos uma inflação mensal girando a valores mais baixos, mas talvez não tão baixos quanto os valores do ano passado", destacou.
Terra
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