A juíza Emanuella Cristina Pereira Fernandes, que atua em substituição na 4ª Vara Criminal de Natal, deu um prazo de 10 dias para que as 22 pessoas denunciadas pela Operação Impacto respondam por escrito às acusações. Contra os réus - entre os quais 13 vereadores e um suplente - é atribuída a participação num esquema de compra e venda de votos na Câmara Municipal em troca da derrubada de vetos do prefeito a emendas do Plano Diretor de Natal.De acordo com o despacho da juíza, datado da última quinta-feira, os acusados poderão alegar tudo o que interessa à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar provas e arrolar testemunhas. Caso a resposta não seja apresentada no prazo estebelecido, será nomeado um defensor público ao réu. Designado, o defensor público terá um prazo de mais 10 dias para responder à acusação, encerrando todos os prazos no dia 1º de outubro.
Também foram denunciados por corrupção passiva três funcionários públicos lotados na Câmara Municipal de Natal: Klaus Charlie Nogueira Serafim de Melo, assessor de Emilson Medeiros; Francisco de Assis Jorge de Souza, do gabinete de Geraldo Neto; e Hermes Soares Fonseca, assessor do presidente da Câmara Dickson Nasser. Eles, segundo a denúncia, foram incumbidos pelos seus superiores hierárquicos de cumprirem a ordem manifestamente ilegal de arrecadação da vantagem indevida e distribuição do dinheiro pago pelos empresários. DN ONLINE
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