A versão atualizada do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) não trouxe alterações substanciais em comparação com a primeira edição, lançada em 2006. A não necessidade de traçar novos caminhos demonstra que há lentidão para o cumprimento de metas estabelecidas no plano.
Instituído pelos ministérios da Cultura e da Educação, o PNLL é um conjunto de programas em desenvolvimento no país para estimular ações que envolvam livros, hábito de leitura, literatura e bibliotecas. As medidas buscam qualificar a capacidade leitora do Brasil e trazer essa cultura para o dia-a-dia do cidadão.
“Falta bastante coisa para fazer. Nessa edição, a novidade está apenas nas atualizações dos números de pesquisas que aconteceram nos últimos quatro anos. Por exemplo, o Pisa”, diz o diretor executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto. “Ao mesmo tempo demos ênfase em alguns aspectos como questão da acessibilidade de pessoas com deficiência”.
“Temos sentido que o brasileiro está lendo mais. Um dos fatores é o acesso às tecnologias virtuais. O fenômeno da leitura está sendo influenciado por elas. Acredito que a próxima pesquisa sobre o assunto revelará um crescimento do número de livros lido por ano por pessoa, mas estamos longe do padrão europeu. A meta deverá ser chegar, no mínimo, ao que um francês lê - sete livros por ano”, conclui.
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