Uma crise econômica mundial interrompeu a trajetória de crescimento econômico no segundo mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deixou efeitos colaterais para a presidenta eleita Dilma Rousseff administrar. A economia se recuperou rapidamente, a ponto de o país fechar 2010 com o maior crescimento em mais de duas décadas. No entanto, as medidas para atenuar a desaceleração provocaram impacto nas contas públicas.
Para impedir que a recessão provocada pela crise internacional fosse ainda mais profunda, o governo expandiu os gastos e reduziu tributos para estimular a economia. A estratégia teve reflexo na redução, nos últimos anos, do superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e um dos tripés da política econômica na última década.
Apesar da queda do superávit primário, a dívida pública continuou estabilizada em torno de 40% do PIB nos últimos anos. Em agosto de 2008, antes do início da crise econômica mundial, a dívida líquida do setor público estava em 42,87% do PIB. O percentual era de 42,78% em dezembro de 2009 e de 40,04% em outubro deste ano, conforme os dados mais recentes.
Caso o esforço fiscal tivesse sido mais intenso, a dívida teria caído mais. No entanto, a recessão em 2009 poderia ter sido mais grave e o país teria crescido menos em 2010. A presidenta eleita Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se comprometeram a conter os gastos públicos em 2011 e retomar o ajuste das contas públicas. (Agência Brasil)
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