quarta-feira, 11 de maio de 2011

Banda larga cresce, mas impostos continuam sufocantes, dizem teles

Apesar do expressivo crescimento obtido pela banda larga móvel no país em 2010, as operadoras acham que poderia ser maior, muito maior. A culpa, para variar, é dos impostos e da selva legislatória, diz o SindiTelebrasil, o sindicato que representa as empresas do setor.


"A carga tributária sobre o setor, além de não cair, ainda por cima aumenta", disse Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil, durante apresentação de estudo sobre banda larga realizado pela Huwaei e Teleco, nesta quarta (11) em São Paulo.

De acordo com ele, em 2000 o peso dos impostos no setor estava em 32%. Em 2010, chegou a 42%. Isso coloca o Brasil em 2º lugar entre os países que maior carga tributária em telecom, abaixo apenas de Bangladesh.

Entre os modems 3G importados, a coisa é ainda pior - os impostos aumentam o valor em 62%. Segundo Levy, há cobrança de ICMS pelos Estados até de consumidores que não pagam a conta.

Além disso, o dinheiro arrecadado pelo governo nos fundos de telecom (Fust e Funtel) é usado para garantir o superávit primário do governo, não investimentos no setor. "Até no Canadá, um país em que a população é muito mais rica, o governo subsidia a operação em regiões onde o mercado não é competitivo", compara.

Nenhum comentário: