Apesar do expressivo crescimento obtido pela banda larga móvel no país em 2010, as operadoras acham que poderia ser maior, muito maior. A culpa, para variar, é dos impostos e da selva legislatória, diz o SindiTelebrasil, o sindicato que representa as empresas do setor.
"A carga tributária sobre o setor, além de não cair, ainda por cima aumenta", disse Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil, durante apresentação de estudo sobre banda larga realizado pela Huwaei e Teleco, nesta quarta (11) em São Paulo.
De acordo com ele, em 2000 o peso dos impostos no setor estava em 32%. Em 2010, chegou a 42%. Isso coloca o Brasil em 2º lugar entre os países que maior carga tributária em telecom, abaixo apenas de Bangladesh.
Entre os modems 3G importados, a coisa é ainda pior - os impostos aumentam o valor em 62%. Segundo Levy, há cobrança de ICMS pelos Estados até de consumidores que não pagam a conta.
Além disso, o dinheiro arrecadado pelo governo nos fundos de telecom (Fust e Funtel) é usado para garantir o superávit primário do governo, não investimentos no setor. "Até no Canadá, um país em que a população é muito mais rica, o governo subsidia a operação em regiões onde o mercado não é competitivo", compara.
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