Uma das grandes assassinas da história, a varíola é, desde 1980, considerada extinta pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Todas as amostras de seu vírus foram destruídas, exceto em dois laboratórios. Agora, cientistas se dividem sobre o que fazer com elas.
Após sucessivos adiamentos desde a década de 1990, está previsto que a OMS decida o futuro das amostras do Orthopoxvirus variolae em uma assembleia em maio.
Em 2007, EUA e Rússia, países onde ficam os laboratórios de segurança máxima que abrigam os últimos exemplares do vírus, usaram a ameaça de possíveis ataques de bioterroristas para convencer a organização a postergar a destruição.
Segundo eles, só com amostras do vírus vivo seria possível desenvolver novas vacinas e tratamentos eficazes em caso de uma epidemia provocada por terroristas.
O argumento convenceu os países-membros, mas a pressão para a destruição tem aumentado consideravelmente, com direito a manifestações públicas nesses próprios países.
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