O Brasil pode crescer a uma média de 6,18% ao ano até 2020 se reduzir os encargos e impostos sobre o consumo de energia, de acordo com o estudo coordenado pela Associação Brasileira de Grandes consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).
A estimativa da entidade representa um impacto de 1,2 ponto percentual, comparado à expansão anual da economia brasileira de 4,99% projetada com o cenário de continuidade da atual política fiscal do setor.
"Em vez de crescimento do PIB na casa de 5%, passaríamos para 6%, o que significa superar a Índia e ocupar nos próximos anos o segundo lugar entre os Brics, atrás da China", afirmou o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fernando Garcia, que apresentou o estudo em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Outro benefício destacado pelo estudo é a adição de 5 milhões de postos de trabalho nos próximos anos. O professor da FGV usou como exemplo o caso dos Estados Unidos, que foi penalizado pelo alto preço da energia pago pela indústria. "Eles cresceram fortemente nos anos 2000, mas com alto preço da energia. Isso levou a um processo de desindustrialização", explicou.
Da Agência O Globo
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