O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, que vai "continuar sendo um militante político" após deixar a Presidência da República no final deste ano. Questionado sobre seu futuro político, o presidente negou que queira ocupar um cargo na Organização das Nações Unidas (ONU).
"O cargo da ONU deve ser ocupado por um burocrata. Deve ser uma pessoa neutra. Não tenho este perfil", disse.
No programa exibido na noite de domingo, Lula comentou ainda sobre o respeito adquirido pelo Brasil no exterior, mas negou que essa conquista seja mérito exclusivo de seu governo. Segundo ele, havia uma predisposição internacional e uma nova postura do próprio Brasil. "O Brasil continuará sendo respeitado lá fora, independente do próximo presidente que vier", disse.
Lula voltou a defender a liberdade do Irã em enriquecer urânio para fins pacíficos e disse que as grandes potências deveriam ter mais respeito para com o país. "É um erro colocar o Irã contra a parede. O Irã não é o Iraque. Não podemos isolar politicamente o Irã. Isso é um grande erro", afirmou.
A respeito das eleições de outubro, Lula disse que está convencido na vitória da pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, e chegou a compará-la ao líder sul-africano Nelson Mandela.
Segundo Lula, que declarou que fará campanha para a petista, Dilma foi presa e torturada durante a ditadura militar (1964-1985) e não sente ressentimento, enquanto Mandela presidiu seu país após 27 anos preso em sua luta antiapartheid.
"Dilma não é minha candidata. É candidata do PT. Enquanto eu estiver trabalhando, das 8h às 22h, não terei candidato. Depois do expediente, vou para o palanque", afirmou.
TERRA
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